A ler: The Bone Parade, por Mark Nykanen
Passadas a semana de praxes e a primeira semana de aulas, posso dizer que estou a gostar imenso de tudo. A adaptação não é tão difícil como nos costumam transmitir, embora o esquema de aulas seja diferente - já ouvi dois ou três colegas queixarem-se por os professores não ditarem os apontamentos - mas nada que faça muita mossa desde que se tenha alguma auto-disciplina.
O curso de Radioterapia é muito mais interessante do que pensava e tem uma componente humana que eu jamais imaginaria. Sinceramente, pensei que o trabalho de um técnico fosse apenas dirigir o utente à máquina, premir uns botões e pronto, mas vai muito além disso. Estou mesmo a pensar manter-me por lá em vez de tentar mudar de curso. A minha candidatura à segunda fase certamente vai passar despercebida, pelo que não tenho de me preocupar com uma mudança que já quis. Ou pelo menos espero que assim seja.
A turma também não é nada má e não sinto a mesma competição que nas turmas que tive no secundário. E, por um acaso qualquer, o meu vizinho da frente entrou na mesma escola, no mesmo curso, na mesma turma que eu, logo tenho companhia todos os dias às 6h30 da manhã. Quer dizer, todos menos à terça, quando ele leva a namorada e eu apanho o barco mais cedo só para não o ouvir a trautear-lhe canções de embalar quando aparra pelo caminho.
Mas não faz mal, tenho o meu mp3, a latinha metálica e magnética das bolachas e 1500 mensagens grátis por mês para me entreter pelo caminho. Quando vem sozinho, vamos a fazer coisas estúpidas o caminho todo e rimo-nos muito sozinhos (ou eu dele, como daquela vez em que disse que o Hip Hop é underground porque se faz no metro).
Depois chego cedo mas meio morta a casa e não me apetece fazer nada, nem sair, nem desenhar, nada. Quando me habituar ao horário talvez me torne mais produtiva e tenham mais notícias minhas por aqui. E o sítio onde está a escola é óptimo para passear, é uma pena nem me lembrar disso na maior parte das vezes e só pensar em chegar a casa.
E quarta há festa.
E quinta também.
E sexta também (mas esta é minha).
E tenho saudades do Nuno, que estamos uma data de dias com os turnos desencontrados e ainda por cima querem levar-me embora daqui no meu dia e no fim-de-semana.
*humpf*
Vou voltar aos calhamaços e aos apontamentos de hoje.
Ah, não se esqueçam de passar aqui: *Culto-Barreirense.
Um beijinho enorme a todos.
Ana.
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"I'm a musical prostitute, my dear."
(Freddie Mercury)
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